O ladrão invisível

A vida está muito acumulada e corrida, então vem aí mais uma postagem pequenina:

Estava em um restaurante que frequento aqui do Rio Vermelho. Com a cabeça cheia de coisa, terminei de almoçar, paguei, e fui pegar a bicicleta.

Cadê a bicicleta? Ai meu Deus. Aquele sentimento. Aquela impotência brusca e revoltante que surge no peito e desce pra barriga, e antes que você perceba, tomou o pescoço, a cabeça, e você já tá suando de raiva.

Não acredito que me roubaram. Que ninguém viu. Que eu não vi. Que o larapio foi profissional a ponto de não levantar suspeita, fazer barulho, nada. Nenhuma pista.

Já ia começar a interrogar os passantes, as pessoas que estavam ali, tranquilas, na rua, quando me dei conta: fui deixado lá de carona. Em um carro. A bicicleta estava em casa, na sala, o tempo inteiro.

O hábito faz o ladrão. O ladrão invisível.

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