Filas

Tenho ido aos Barris.

As vezes sem pedalar. Sempre que tomo essa decisão, me arrependo. Mas a pedalada para lá é boa, mesmo, cedo. Sempre passo, de bike ou de ônibus pela frente do Shopping Center Lapa. E na frente do Shopping Piedade.

Dois shoppings vizinhos. Não vou me focar na sandice que é ter dois shoppings vizinhos com uma via de acesso mega-estreita. Nosso prefeitos nunca jogaram SimCity, realmente. Vou desenvolver sobre o fato que, TODAS as vezes passei por ali, vi uma fila de carros imóveis, para entrar no Center Lapa. Uma fila grande. Uns 10 carros (normalmente com um passageiro cada), esperando, no sol, uma vaga na sombra. Sai um, entra outro. Bem lentamente. Bem lentamente mesmo.

Todas as vezes. Este ano eu devo ter passado por lá já umas 20 vezes. Sempre penso duas coisas: porque as pessoas insistem em querer usar o estacionamento, se é sempre esta loucura?

A outra coisa que eu penso é: uma vez que o trânsito fica caótico, e passar por ali, mesmo a pé, é uma aventura (não basta os carros tomando meia-pista e espremendo os outros carros, ainda tem ambulantes e um fluxo de pessoas considerável), porque diabos nenhuma prefeitura jamais tomou pé dessa situação e montou um plano qualquer de resolução desse gargalo?

Assim como a Cardeal da Silva fica imóvel 3 vezes ao dia. Na chegada da Gurilândia, na saída da Gurilândia, e na chegada do turno noturno da UCSal.

A vida vira um inferno. Mas as pessoas continuam indo de carro, continuam querendo usar o estacionamento insuficiente, e a prefeitura continua não reagindo.

Eu morei na Federação, eu passo sempre pelos Barris, agora, então eu sei desses três exemplos, mas está claro que existem mais 10, pelo menos. É só procurar.

José Carlos Aleluia, engenheiro elétrico, ex-diretor da Chesf e da Coelba, e hoje secretário de transporte e urbanismo (!!! ???) um quadro técnico qualificado (hahaha), poderia dar uma atenção, né?

E antes dessa atitude (que não virá essa semana, nem na próxima, e nem na outra depois dessa) as pessoas poderiam pensar em alternativas, não é? Eu não digo de ir de bicicleta, necessariamente, mas ir de carona, ir de ônibus, ir andando, porque realmente, qual o sentido de todos os dias enfrentar essa loucura e causar esse transtorno? E finalmente: O que há no Center Lapa que é assim tão imperdível?!

Realmente…

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Uma resposta para Filas

  1. Claudia Viana disse:

    legal seu texto! não importa mais o lugar, o trânsito cada dia que passa fica pior…eu morava em Salvador e há quase quatro anos que vim morar aqui em Lauro de Freitas…estava bem cansada dessa rotina de horas no buzu todo santo dia….mas acontece que ainda não me livrei disso pois o trabalho me obriga a ir pra Salvador algumas vezes e ai fico louca com os engarrafamentos na Paralela..as vezes saio de casa as 06h e só chego na Rodoviaria as 08h, 08:10h, 08:20h…um absurdo! e como vc citou ai no seu texto….aquela imensidao de carros e quase todos com apenas o motorista….fico refletindo…é uma coisa louca isso…tb penso muito no quanto as pessoas estao cada vez mais egoistas, idiotas…so um exemplo: moro num lugar que nao passa onibus facil..tem q andar uns 15/20 minutos pra se chegar ao ponto mais proximo…mas é incrivel como as pessoas se comportam….fico as vezes na portaria, perto da saida da garagem…e os carros saem, saem e é raro uma pessoa perguntar se preciso de carona/ajuda….nao sei q pensar…fico chocada

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