Capacete (100 postagens!)

Várias vezes eu fico com uma ideia presa na cabeça.

Esqueci de mencionar aqui uma matéria do iBahia. Me ligaram para saber quais seriam as dicas que eu daria para alguém que está começando. A matéria foi totalmente honesta com as minhas palavras. Deixei claro desde o princípio que não era nenhum especialista, longe disso, era apenas um usuário, e esta era a minha opinião, frágil como a de qualquer um, sem grandes pretensões de ser um manual ou um guia.

Bom, mas quais foram as dicas? Eu pedi um minutinho para pensar e acho que pensei certo. 1 – Informe-se. O maior perigo no trânsito é a ignorância. Leia a lei, leia revistas, jornais, blogs (risos), o assunto bicicleta está super em pauta, e foi lendo por aí que acabei me tornando um ciclista. 2 – Não ande na contra mão. É o que eu mais vejo, e não só te põe em maior risco como põe em risco outros ciclistas e dá aos motoristas e pedestres menos chances de evitar colisões. 3 – Torne-se visível. A maioria absoluta dos motoristas só quer chegar em casa. Eles não querem derrubar um ciclista. Eles não querem te pôr em risco. A maior parte dos motoristas é de gente tentando honestamente ser responsável. Eu acredito nisso. O acidente acontece porque ele não te viu, ou você não viu ele. Então, torne-se visível. Brilhe. Acene. E fique atento. 4 – Não comece sozinho. Pelo sim, pelo não, pedalar envolve riscos. Então é melhor começar acompanhado. Ache alguém que já ande de bicicleta por aí, para dar os primeiros passos juntinhos. Foi assim comigo, deu muito certo, e faz parte do “informe-se”, no fim das contas, usando o ciclista como fonte de informação.

Texto da matéria aqui.

E como sempre, vem a pergunta: ‘mas e o capacete?’. Toda vez que eu converso com algum jornalista, com algum não-ciclista, a ideia do capacete surge com muita força. Sempre. E eu nunca parei de pensar sobre o capacete. Acho que agora sintetizei uma resposta pra quando perguntam: “e o capacete?”, e normalmente ficam indignados de não ser obrigatório.

A resposta seria: capacete é legal, mas não resolve. Não podemos ficar focados no capacete. O que vai tornar o trânsito mais seguro para os ciclistas não é o capacete. É informação, fiscalização, prudência, visibilidade, essas coisas que eu falei acima vêm muito, mas muito antes do que o capacete. Ele tem sua importância? Eu diria que sim. Mas acho que dá pra comparar com a reciclagem. Reciclagem é importante? É totalmente excelente e positivo? Sim. Mas focar na reciclagem para resolver as questões do meio ambiente resolve? Não. Enquanto a prática de desmatamento continuar, o consumo dependente de combustível fóssil prosseguir, e enquanto o oceano continuar sendo o lixão da humanidade – essas sim, questões mais centrais – não tem reciclagem que dê jeito. Pois bem: não é usando capacete que a tensão ciclista x motorista vai se resolver.

Honestamente? De todas as vezes que eu caí senti falta mesmo foi de uma cotoveleira. Por hoje é só.

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