Tirando o atraso

De volta à escrita.

Anteontem aconteceu uma coisa muito interessante a respeito do trânsito de Salvador. Obrigado papai do céu por me fazer testemunha deste grande fenômeno.

No mesmo dia que eu tinha que ir à Receita Federal descobrir o que aconteceu com o meu CPF – a internet me disse que tinha alguma coisa errada com ele – meu computador pifou. Pra melhorar, ameaçou chover. Não era mesmo um bom dia para se arriscar de bicicleta por aí. Eu teria que carregar um computador, e estar fantasiado de colonizado com calça comprida, sem me molhar. E sem atraso. O trânsito na chuva piora, então saí com 1h30 de antecedência do Rio Vermelho para a Tancredo Neves de táxi. Cheguei ao destino faltando 5 minutos para a hora marcada na Receita.

Dali fui até a loja de informática, a SysTechInfo – inclusive, aproveito para recomendar, grande loja – e peguei um ônibus “atrás do A TARDE” para o joelho da Paulo VI. Um percurso curto de um quilômetro apenas. Só não fui andando porque envolve ladeiras e estava apressado.

O ônibus era adaptado para receber cadeirantes. Uma senhora cadeirante já estava dentro, quando entrei. Andamos um bocadinho com trânsito muito lento, e chega o ponto dela. O serviço de elevador é bastante ágil, talvez o mais rápido que eu já vi. Abriu a porta, encaixou a cadeira, desceu, saltou, subiu o elevador, 1-2, tudo muito eficiente. Seguimos viagem, congestionamento intenso. Cerca de 10 minutos se passaram, e começo a cogitar saltar para terminar o trajeto andando, quando percebo uma movimentação do lado de fora. O cobrador esclarece: “a cadeirante desceu no ponto errado!”. E ela volta para o ônibus.

Percebam o que aconteceu. Ela desceu. Descobriu que saltou no ponto errado, e foi com sua cadeira de rodas atrás do ônibus, 10 minutos depois, e o alcançou.

Fica aí uma opção de modal mais eficiente que o carro em dia de congestionamento: cadeira de rodas.

Por hoje é só. No próximo: política.

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Uma resposta para Tirando o atraso

  1. Priscila disse:

    Que historia Bacana ! Cheguei a pensar no inicio do texto que seria uma daquelas historias qual todos tem que passar, mas nao, na minha mente virou algo bem engraçado . hahaha

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