Pedalar na Pituba

Minha nova dentista é na Pituba. Quer dizer, é na Magalhães Neto. Eu não sei dizer se ali é Pituba, Caminho das Árvores ou Costa Azul. Pra mim é tudo uma grande Pituba.

Foram vários compromissos consecutivos: dentista, um almoço e uma reunião na Paulo VI e depois investigar nas farmácias onde encontrar os brinquedos que a dentista mandou comprar. Só fui achar na Manoel Dias. Foi um dia de intensa pitubice.

É diferente. Voltei lá mais 3 ou 4 vezes no período de duas semanas, então dá pra dizer: é um pouco mais mal educado. A quantidade de ciclistas é minúscula. Poucos pedestres, também, posto que mesmo com muitos prédios, são poucos os lugares de sombra, então ninguém quer sofrer andando num lugar desse. E teve o episódio da Superpão que foi fantástico.

Decidi almoçar na Superpão. Parecia ser viável e customizável, o que numa sexta-feira é só vantagem. Cheguei e me dirigi ao manobrista – que estava prestes a adentrar uma Hi-Lux (é assim que escreve? Hi-Lux?):

– Olá, tem um lugar onde eu possa amarrar a bicicleta?
– Pode encostar ali – indicando um cantinho escondido.
– Ali não dá para amarrar. Você não vai ficar olhando o tempo todo, né? Tem que amarrar.

O manobrista demorou de entender o que estava acontecendo. Prossegui:

– Eu sou um cliente. Vou almoçar. Preciso amarrar a bicicleta.

Ele certamente entendeu dessa vez, mas apertou a mente tentando lembrar em qual parte do treinamento alguém explicava o que fazer quando um ciclista chegar. Esta parte, pelo visto, nunca existiu, e esse rapaz não era bom de improviso. Embaixo da Superpão há uma garagem feiosa para onde vão os carros manobrados. Insisti:

– Posso botar na garagem? Tem lugar pra amarrar lá?
– Pode, pode – finalmente uma resposta.

Desci para a garagem feiosa e adivinha? Não tem lugar bom pra amarrar. Mas tinha uma estante de metal solta num canto. Amarrei lá.

Eu estava de All-Star, capacete (o que me credencia como cidadão na cabeça de muita gente), camisa nova que minha mulher comprou pra mim na Zara, mas, por qualquer motivo, eu não fui identificado como um cliente Superpão. Eu era um moleque de bicicleta que podia botar ela ali no cantinho. ALI NO CANTINHO. Ele achou o quê? Não sei dizer, realmente.

O funcionário foi, coitado, completamente engolido pela surpresa, por aquela situação totalmente imprevista. Pobre rapaz.

A Paulo VI toda e a Manoel Dias toda têm pouquíssimas soluções para amarrar bicicleta. Visitei umas 8 farmácias então foi muito sobe e desce e improviso.

A parte positiva de ir para a Pituba é que eu vou na ciclovia, e volto pela rua Amazonas. É uma rua ótima. Porque não volta pela ciclovia também, rapaz? Porque a rua Amazonas tem ainda menos gente (seja em carro, bicicleta, ou à pé) que na ciclovia, tem sombra o tempo inteiro, e não tenho que me dar ao trabalho de ir até a orla para começar a voltar pra casa. Uma delícia. Bem melhor.

Por hoje é só.

Na próxima vez, uma história do Salvador Shopping.

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