17 a 20 de julho

Querido diário,

Terça-feira dia 17 não pedalei.

Quarta, quinta e sexta, fiz o mesmo percurso com minúsculas variações todos os dias.

Saí rumo ao 2 de Julho para concluir o trabalho que está em andamento com o Grupo Vilavox na Casa Preta, e voltei para casa, percorrendo 21 Km, nos caminhos somados. Duas dessas vezes, saí também para almoçar no bairro.

O blog deve passar por uma transição, uma vez que meu olhar para o trânsito está completamente mudado. Vem mudando à medida em que eu vou ficando mais experiente, mas já está totalmente modificado desde que comecei a pedalar.

No princípio, tudo era um acontecimento, e eu conseguia me lembrar em detalhes de cada Chevrolet que tinha virado à direita sem ligar o pisca-alerta, ou de como o tal trecho não tinha calçada e os pedestres andavam na rua, e você tinha que desviar de pedestre com medo de estar se jogando nos carros. Hoje encaro isso no automático e repetir essas questões de sempre seria tedioso.

Com o tempo fui percebendo que, assim como acontece com os veículos motorizados, existe o ciclista experiente, e o inexperiente, o que é “piloto” e o que é barbeiro. Continuo conservador em relação às escolhas que faço no trânsito, mas ônibus não me assustam mais e eu já consigo prever o que vai acontecer em relação aos veículos com os quais convivo, a depender do tipo de veículo, com exceção das motos que são altamente imprevisíveis. Já não sou um ciclista barbeiro. Estou um bocadinho mais experiente, embora ainda tenha muito o que aprender e experimentar.

Vou tentar mudar o formato do blog, para que os relatos não se tornem repetitivos. Relatos detalhados virão quando algo de extraordinário acontecer, e no mais, vou tratar de outros detalhes que não tratei ainda, mas vou continuar com as medidas da minha quilometragem.

Curiosamente, na quinta-feira 19, algo de extraordinário aconteceu. Quase em frente ao Caranguejo de Sergipe da Barra, uma bicicleta atravessada na pista, assim como uma moto e um rapaz no chão, me chamaram a atenção. Fui ver o que era era. Um motociclista levou uma fechada de um carro e caiu. O motorista do carro não ficou para socorrer. O rapaz, na queda, prendeu o pé debaixo do moto e claramente se lascou. Um ciclista viu o ocorrido e parou para ajudar do jeito certo: chamar a SAMU, garantir que ele não saísse do lugar nem se mexesse até a chegada dos especialistas, e colocou a bicicleta como se fosse um triângulo, criando ele próprio um desvio no trânsito. Gênio. Entendi tudo, fiz companhia ao ciclista e em 10 minutos a SAMU chegou e eu segui o meu rumo. Alguns populares ainda se aproximaram do acidentado e deram orientações desconfiáveis: “tente mexer aí”, “não é melhor você sair da pista, não?”. Eu e o outro ciclista contra-argumentamos, para ele não mexer, nem tentar sair.

Neste post: 66,2 Km Total: 911,1 Km

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