18 de maio

Querido diário,

Esta semana está bem difícil, trabalhando na rua à noite todos os dias com esse projeto aqui. Eu normalmente deixo para escrever sobre como foi o dia logo antes de dormir, afinal, nunca se sabe quando o logotipo da bat-bicicleta pode estampar as nuvens soteropolitanas e uma pedalada emergencial surja para preencher o que sobrou do dia. Antes de dormir: Tração Animal. É um hábito.

Dormi sem escrever ontem, porque cheguei muito tarde e tinha que acordar muito cedo. Pedalei pouco, para ir para almoçar. 1,6 Km, ida e volta, e foi só por todo o dia.

Nunca mais buzinaram pra mim. Recebi diversas vezes, de diversas pessoas, a orientação de pedalar não muito à borda da pista, e “invadie” o espaço dos carros, obrigando-os a se relacionar comigo, a me ver. Uma quantidade menor de pessoas me orientou a evitar este comportamento. Tentei os dois, e devo dizer que na minha experiência, andar mais à borda tem sido mais interessante.

Acho que requer um pouquinho mais de destreza e atenção, porque o asfalto da borda é, realmente, o pior em toda a cidade, por haver bocas-de-lobo abertas, valas entre ruas e calçadas e asfalto deformado, principalmente. A outra parte é que você usa um espaço que os carros já deixam livre “naturalmente” e pouquíssimas vezes é preciso ativamente fazer um desvio do ciclista. Isso diminui o “custo” de lidar com o ciclista e, no meu caso, você recebe menos buzinadas nervosas – mesmo que as buzinadas nervosas estejam erradas, uma vez que a preferência é sempre do pedalador por diversos motivos.

Andando mais “pra dentro”, você pega um asfalto melhor, menos buracos, menos trepidação e outros incômodos. O fator mountain-bike-na-cidade diminui bastante, e embora esteja-se ainda longe do centro da via, e totalmente legal, dessa forma você força uma interação mais ativa com o carro, e ganha uma margem de manobra no caso levar um ‘fino’ de um motorista descuidado ou mesmo perverso.

Andando na borda, nos meus trajetos, nunca fui visto e explicitamente ignorado. Aconteceram poucas vezes de eu ser fechado à borda da pista ou porque estava ultrapassando carros e o automóvel se colocou na extrema borda da pista antes de me ver, ou porque ele não me viu, nos casos de ponto cego, mas isso foi no meu começo de carreira. Hoje sou visto, a coisa do ponto cego praticamente não ocorre e não vejo a possibilidade de ser espremido à direita como uma ameaça cotidiana. Por isso ando na borda, onde sinto que o convívio é mais harmônico e o trânsito flui com facilidade e os carros não buzinam pra mim.

E você, pedala como?

sexta-feira, 19 de maio: 1,6 Km. Total: 479,6 Km.

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Uma resposta para 18 de maio

  1. Iara Canuto disse:

    Pedalo na borda também. 🙂

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