14 de maio – Tração Animal #2

Querido diário,

Acordei na hora, mas não dormi o suficiente. O corpo enviou solicitação emergencial para cochilar um bocadinho mais. Cheguei 9h20 na faculdade. Mas o importante é que eu cheguei. 4,3 Km para ir, 4,3 Km para voltar.

Tinha uma outra bicicleta parada na faculdade, ao lado da “minha vaga”. Na minha hora de voltar, o dono da outra magrela estava lá. Não era uma mountain bike como a minha, era uma speed. É assim que chama? Speed? Essas do guidon diferente e do pneu fininho? Fiz várias perguntas: sua roda não é mais frágil? “Um pouco, eu acho”, seu pneu não fura mais fácil? “Acho que não”, não é pior para enfrentar buracos? “Ah, com certeza!”.

O pneu fino é mais duro, e a área de atrito é muito menor, o que faz com que a força seja mais concentrada e mais aproveitada. O resultado é que essas bicicletas são muito mais rápidas. E bem elegantes. Um assunto que rendeu mais, foi o uso de capacete. Ele tinha esquecido o dele e comentou sobre como ele se sente mais respeitado pelos carros, de capacete. Eu quase nunca pedalo sem capacete, então não posso dizer que eu compartilho da sensação, sempre me senti respeitado pelos carros, são pouquíssimos os casos de desrespeito. Mais comuns os casos de pouco cuidado, o que normalmente resolve-se com um breve alerta.

Eu considero o capacete mais como um instrumento de sinalização – o meu é branco, horroroso e brilha no escuro – do que de segurança. Experiente em tombos e quedas (eu tive uma BMX na adolescência) eu sei que a diferença entre estar com e sem camisa, na hora de cair, é enorme, mas não sinto isso com a cabeça. Já caí de bicicleta umas 30 vezes, já ralei e estoporei tudo. Nunca a cabeça. E o capacete é super leve, super frágil. Que protege, protege, mas não faz com que eu me sinta protegido de forma alguma. Me sinto visto.

Um amigo que mora e pedala no 2 de Julho disse isso tem algum tempo: “no centro tem um monte de gente que vê um preto numa bicicleta e já acha que é ladrão. Mas se a bicicleta estiver toda sinalizada e o cara de capacete, não acha mais”. É a impressão dele.

Desde que comecei a pedalar, minha mãe – que tem 3 filhos ciclistas, coitada – ficou tensa e exigiu que eu usasse o capacete todas as vezes. Confesso que para distâncias muito curtas eu as vezes esqueço. Mas no geral, cumpro a determinação materna.

Ah: consegui! Hoje é segunda-feira, dia de Tração Animal. Segue #2.

Novo trajeto. Consegui diminuir a tremedeira para o segundo vídeo! Comentem. =)

Atualização: hoje o blog recebeu o primeiro comentário anônimo. Rejeitado. Não aceitamos comentários anônimos.

Segunda-feira, 14 de maio: 8,6 km. Total: 465,4 Km

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6 respostas para 14 de maio – Tração Animal #2

  1. Legal! Novamente um trajeto que já fiz muito, metade de ônibus (Vale das Pedrinhas até o Iguatemi) e metade a pé (Iguatemi – Salvador Shopping). Sempre vou a pé do Iguatemi ao S.Shopping quando estou por aí.

    Comentários: sua esposa não usa capacete para pedalar, não é mesmo?; curti a camiseta do cabeça de fita (Laboratório Fantasma); a caixinha embaçada realmente atrapalha a visão… tinha um comentário aqui dizendo que colocar a caixinha no sol um tempo antes de sair ajudava (não sei se funciona, nunca usei uma coisa dessas…

    Enfim, esse lance dos vídeos está bem interessante. Continuem!

    Abraço,
    Renato

    • Camilo Fróes disse:

      Oi Renato!

      Ela opta por não usar, na maioria das vezes. Ela tem um capacete, mas acha muito feio. Não é obrigatório o uso, por lei, A camiseta é referência a Emicida!

      A caixinha ficou no sol dessa segunda vez, mas não adiantou. Para o terceiro vídeo vou parar depois de 20 minutos de pedalada para checar e limpar a lente, se for o caso.

      Abraço!

      • Camilo,

        A maioria dos capacetes que encontrei à venda é mesmo muito feia! Ficam grandes demais na cabeça, principalmente nas laterais…
        Você comentou que o seu, na verdade, não parece muito seguro. Sempre que vejo um (numa loja em com algum amigo/colega) dou uma apertadinha nele pra checar a consistência e o resultado é que muitos são “fofinhos”, sem muita consistência, saca? TIpo isopor. Acho que foi isso que você quis dizer.

        Enfim, resolvi, na medida do possível (e do po$$ível), os dois problemas com o capacete que uso atualmente. É bonito (porque não é muito volumoso), compacto, parece ser resistente e tem até uma faixa refletiva ao redor dele todo. E segundo o fabricante (pra quem acredita neles, claro) a disposição do material é diferente, tornando o produto mais sólido e sem bolhas de ar no seu interior.

        Se quiser conferir, é o Prowell F44 (http://www.centauro.com.br/capacete-prowell-f44.html) e custou, na época, R$113,00. Sem a viseira acho mais bonito ainda.

        Abraço,
        Renato

  2. Camilo Fróes disse:

    Rá! O meu é um Prowell, também, bastante parecido com esse.

    Muita gente aqui usa capacete de skatista, que esteticamente é mais interessante.

    Esses capacetes de ciclista não são pensados para levar mais de uma pancada. Na mesma lógica dos carros que desmontam com pequenos impactos, para que a força da porrada mande as peças do carro para longe, esses capacetes são pensados para quebrar sem transmitir o impacto para a cabeça do ciclista. É um pouco como se você pedalasse com um travesseiro na cabeça.

  3. Ailton disse:

    Prezados, Fróes e sua esposa, cujo nome, segundo ela, nunca saberemos, muito boa noite. hoje vi num canal de TV aberta uma reportagem mostrando a aventura de vocês. Achei muito legal. Corri aqui pra net e estou parabenizando vocês. As vezes, vou a Universidade com minha caloi speed. Quanto ao uso de ciclista usando capacete, acho que é muito importante. Existe sim no mercado capacetes para adultos com tamanho menor (menos volumoso). Tente convencer sua esposa de usar o capacete sempre que possível, principalmente, em trechos críticos. Sobre o embarçamento: garanta uma circulação de ar no entorno da câmera. Acho que você disse que colocou ela dentro de algo para proteger da chuva. Pra vocês, tenham ótimos dias e muita atenção durante as pedaladas.

    • Camilo Fróes disse:

      Oi Ailton!

      Me contaram que saiu no Soterópolis, me parece trechos do vídeo, ou uma indicação do vídeo… Nem sabia!

      Eu uso capacete sempre, considero importante, mas não crucial. A questão com a câmera, não tem muito jeito a dar, pelo que eu pesquisei. O negócio é contabilizar 20 minutos. Parar, abrir, enxugar, seguir em frente. Colocar no sol antes de pedalar, ou apontar um secador, algo assim, pode de fato reduzir a umidade, mas pode também ressecar a borracha que vedam a câmera dentro da caixa anti-choque e a prova d’água, então o jeito é cronometrar, parar, e dar a manutenção, até surgir uma ideia melhor.

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