10 de maio

Querido diário,

Chuva. Que desgrama.

Com o vídeo Tração Animal #1, a visibilidade do blog explodiu em relação ao que tem sido nesses dois meses. Muitos ciclistas e pessoas que gostariam de ser ciclistas entraram em contato, perguntaram coisas, me corrigiram e deram sugestões.

“Tente bagageiros no lugar de pedalar com mochila nas costas”, “visite este link e importe paralamas”, “evite grandes avenidas”, “não pedale tão na borda da rua”, “faça vídeos mais curtos”, etc.

Anotei muita coisa, desconsiderei algumas bobagens, mas no geral o retorno foi excelente, muita coisa para experimentar. Muitos assuntos que vou tentar distribuir nas publicações seguintes.

Saí para o Campo Grande, almoço-reunião. Não estava chovendo. Poucos trechos molhados. Parecia que ia rolar. Chegando em Ondina pela Av. Oceânica, o tempo fechou e choveu de repente. Ah, Salvador! Refugiei-me na Av. Presidente Vargas, debaixo de uma árvore, esperando a chuva abrandar um bocadinho.

Resolvi experimentar a Sabino Silva no lugar da orla. Fui. Cheguei à Centenário. E agora? Me arrependi de ter saído do meu trajeto habitual, ou, pelo menos, de ter mudado de trajeto sem estudar cada passo, antes. Por onde subir? A Manoel Barreto é contra-mão, a subida da Dr. José Serafim é íngreme demais. A verdade é que eu já experimentei subir pela Princesa Isabel / Leopoldina, pela 8 de Dezembro, e o esforço não compensa. São ladeiras muito inclinadas. A 8, muito estreita, muito bagunçada, o convívio com os carros foi difícil. Eu poderia ainda ir pelo Jardim Brasil e subir pela Oscar Carrascosa, e pegar a Princesa Isabel “na metade”. Mas se subir a Princesa Isabel foi ruim, porque esse caminho seria bom?

Voltei pra orla e fiz o caminho de sempre. Ladeira da Barra acima, por onde eu conheço e me sinto bem.

Amarrei a bicicleta no estacionamento, tirei a camisa quase-encharcada, coloquei a seca que trouxe na mochila, e  a bermuda “de surfista” secou em 2 minutos. Apesar da chuva, almocei e me reuni sem estar com cara de “vim pedalando pela chuva”. Estava civilizado. Se eu não tivesse carteira, celular, e aparelhos eletrônicos na mochila, encarar a chuva teria sido até mesmo agradável, no fim das contas. 9,8 Km molhadinhos.

Depois do almoço a chuva diminuiu muito e fui à Praça da Sé e depois para casa pelo caminho de sempre. Orla o tempo inteiro, à direita, sem enfrentar cruzamentos ou desvios. Quase chegando no Rio Vermelho, a chuva engrossou de novo. Me refugiei num ponto de ônibus. Imediatamente o assunto do ponto passou a ser “que chato deve ser andar de moto e/ou bicicleta na chuva”. Minha mochila supostamente impermeável poderia não aguentar. Não queria arriscar estragar o conteúdo dela. A chuva abrandou um pouco, segui caminho e quase quase em casa, um caminhão na hora “certa” no lugar “certo” passou na velocidade precisa para me encharcar. Não foi um banho. Foi um caldo. Torci pelo milagre da impermeabilidade, depois de 13 Km de percurso e água.

No fim, o interior da mochila estava joia! Funciona! Eu estava encharcado e completamente porco graças ao amigo caminhão. Sorte que dia 10 é justamente o dia do mês de tomar banho.

Quinta-feira, 10 de maio: 22,8 Km. Total: 432,2 Km.

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Uma resposta para 10 de maio

  1. Eduardo Luedy disse:

    mais uma dica:neste período de chuvas, capas plásticas são uma boa ideia para quem não quer abdicar de andar de bicicleta mesmo quando chove.Deixe uma capa (daquelas baratinhas, quase descartáveis) sempre à m~~ao (na mochila ou no alforge). Nunca se sabe quado vc precisará delas. Sacos plásticos dentro da mochila ajudam a manter secos coisa que não se pode molhar: muda de roupa, camera fotográfica, carteira etc. É raro encontrar mochilas e alforges absolutamente impermeáveis (os alforges impermeáveis são importados e caros pra burro). Os meus alforges aara una vêm com capa para os dias de chuva. Agora, como sou míope, quando chive pra valer não dá: as lentes dos óculos embaçam, ficam gotejadas… é uma droga pra enxergar.

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