9 de maio – 400 quilômetros!

Querido diário,

Eu mostrei o blog para algumas pessoas e recebi uns retornos um pouco estranhos, quase que pedindo desculpas por não poder ou não optar aderir à prática de pedalar para locomoção. Talvez eu esteja errando no tom, né? Pessoal, eu não sou contra carros. Carros são massa. Quem quiser ter carros, seja livre para tê-los, usá-los e viver a vida com eles. Não há problema em ter carro, eu acho. Tem muitas coisas que só de carro. O que há, na minha opinião, é: ter carro é caro, as pessoas vêem muitas vantagens mas esquecem de olhar as desvantagens, há hoje mais carros do que a cidade suporta e acontece muitas vezes o uso abusivo/excessivo.

Uma amiga relata com frequência sobre o marido e a esposa que têm empregos na mesma rua, em horários totalmente similares, moram “longe”, e saem para o trabalho cada um em um carro. Outro fala de pessoas que trabalham na Av. Tancredo Neves e vão almoçar no Salvador Shopping de carro. Ou de gente que mora na Vitória, trabalha no Campo Grande e vai todos os dias de carro. Eu não conseguiria me imaginar nessa situação, mesmo antes de começar a pedalar. Não sei dizer se é surrealismo, dadaismo ou ficção científica. Mas acontece de verdade. Você certamente conhece alguém assim. Não faz sentido economicamente, dor-de-cabeçamente, não é nem mais confortável. Dirigir quando se pode pegar uma carona da sua esposa? Sério? Tirar o carro e estacionar o carro duas vezes  podendo ir à pé, por 500 metros? Jura? Existe alguma ideia muito louca rolando na cabeça das pessoas, não é? Ou o maluco sou eu. Mas se eu for maluco, tá massa essa maluquice aqui, pra mim, eu acho.

Mas vamos ao dia de hoje. Caminho para faculdade, levemente atrasado. Não estava chovendo, mas choveu até pouco antes de amanhecer, me parece, e muitas poças. Que fazer? Escolher uma bermuda não tão preferida, já que ela ia ficar / ficou cheia de lama. 4,3 Km para ir, 5,6 Km para voltar, porque teve uma paradinha na casa dos vizinhos.

Na pedalada de hoje, o cansaço de ontem se fez sentir. Pernas doem. Talvez passar um dia sem pedalar pode ser uma boa ideia.

Hoje, não pedalo mais.

Quarta-feira, 9 de maio: 9,9 Km. Total: 409,4 Km

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