8 de maio

Querido diário,

Enfim, a chuva. Fiquei de sair de casa bem cedo para ir na faculdade e depois na Rede Bahia (mais entrevista sobre o Mê de Música – dessa vez para a Rádio CBN 100,7). Peguei chuva, acabei saindo atrasado, o trânsito estava travado tal qual um bebum em dia de sexta-feira, devo ter ultrapassado na moleza mais de 100 carros. Mas estava meio distraído, e fiz alguns carros frearem para que eu passasse em situações que, embora tecnicamente eu não estivesse errado, definitivamente não foi a escolha segura. Percebi que estava desatento. Parei. Na chuva! Parei. Me concentrei. Segui. Subi a ladeira da faculdade tarde demais “correndo”, cheguei em cima da hora e deixei para voltar na faculdade depois da entrevista. É muito ruim ir de bicicleta para a Rede Bahia. Muito ruim. Tem uma descida tão Ingrid que você fica com medo de capotar pra frente. E porque não deixar a bicicleta no estacionamento de cima onde tem grade? Por burrice. Perdão pessoal da Rede Bahia, mera estupidez. Sério. Me fizeram descer uma ladeira obscena para colocar a bicicleta num lugar que não tinha bem onde amarrar a bike. E eu perguntei. E depois tive que subir tudo empurrando. Um porre. 4,7 Km de ida mais 4,7 Km de volta. A chuva foi leve. Incômoda, mas não desestabilizou a bicicleta, não tinham muitas poças, mas me fizeram ir mais lento por causa da quantidade de carros enfileirados sem andar. Em um momento acabei batendo bem de leve o guidon no retrovisor de um carro. Pedi desculpas imediatamente. Era uma motorista estava sozinha. Não reclamou. Não teve nada. Deu uma buzinadinha amiga, depois. “It’s OK”, dizia o ‘fom-fom’. Fiquei tenso. Nunca tinha encostado num carro. Fiquei receoso de ser um nervosinho.

Depois não choveu mais.

Fui ao Shopping Barra e, entre outras coisas, comprei uma lanterna frontal para a bicicleta e um retrovisor novo. Acabei comprando a lanterna e ganhando o retrovisor fuleiro igualzinho ao que eu quebrei sem querer, de brinde. 5,2 Km até o Barra, deixei a bicicleta no bicicletário. Comprei a lanterna e não conseguia colocar as pilhas AAA. Muito confuso. Fiquei uns 10 minutos ao lado da bike, de noite, tentando colocar as pilhas. Um segurança se aproximou. “Posso ajudar? Você perdeu a chave da sua corrente?” Não, eu não consigo colocar as pilhas da minha nova lanterna. “Ah, legal”. Será que ele estava checando pra ver se eu tava tentando roubar a bike? Um outro ciclista veio tirar a bicicleta e entramos num diálogo como se fôssemos vizinhos. Conhecidos. Somos da sociedade secreta das pessoas que pedalam. Disse que pedalava a um ano. Que estava mais disposto, saudável, mudou até a alimentação e trabalhando melhor. Me ajudou com as pilhas. Mas não resolveu. Voltei na loja e rolou.

Dali encontrei com meu irmão, um ciclista veloz e fomos em ritmo de aventura até a Juracy Magalhães bater o baba. As marchas pesadas dele são mais pesadas que as minhas, mas não é desculpa, o maldito impõe um ritmo bem forte. 8,3 Km até o local. Corremos por 2h20 atrás de uma bola e voltei pelo Lucaia, pra casa, mais 4,7 Km. Essa volta foi lentinha. Cansei.

Terça-feira, 8 de maio: 27,6 Km. Total: 399,5 Km

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