16 de abril – 200 quilômetros!

Querido diário,

Imagine um moleque na casa dos seus 11 anos e meio que quer muito um Playstation 3 mas ganha um Atari. Ficou lá, coitado, jogando Enduro fingindo que era Mario Kart. Não sabia o que era diversão. Não tinha muita clareza do que o futuro guardava para ele. Daí, depois de alguns meses jogando com um botão só e pixels do tamanho de um pen drive, ele obtém um Playstation 3 com uma dezena de jogos.

isso dá uma figurada na minha emoção pela troca de bicicletas.

Fiz o trajeto matinal habitual para a faculdade, debaixo do sol. 4,3 Km de sempre. Sem incômodos. A orla – Rio Vermelho até Porto da Barra – é mesmo o melhor lugar para pedalar. Sabe aquele trajeto de quase todos os dias? Aquele com uma ladeira intransponível no final? Aquele trecho que termina com um pequeno Aconcágua? Pois é. Se a marcha mais pesada da outra bicicleta era bem mais pesada, pelo menos a marcha mais leve desta nova bicicleta é incrivelmente mais leve. Decidi subir pedalando só de farra, e vejam só, adentrei os muros de São Lázaro sem desmontar da bicicleta. A Ladeira da Barra que me aguarde.

De São Lázaro fui para o Canela, fazer uma visita à minha agência do banco. 3,3 Km, incluindo subida da Padre Feijó. Ah, o prazer de pedalar. Silenciosamente, devagar e sempre. Só não fui cantando porque não tinha um câmera filmando para vender para um comercial de margarina, mas a pegada foi bem essa. No banco, não tinha muitas opções de onde colocar a bicicleta. Tinha um corrimão bastante alto. Tive que prender a bicicleta sem passar a corrente por “dentro” do selim. Foi o jeito. Ainda pensei: “retiro o selim e levo comigo?”. Preferi ter fé. Um pouco de fé na humanidade é fundamental pra quem pedala. Fui atendido antes dos 15 minutos previstos em lei, voltei e a bicicleta estava lá. Todas as partes.

Resolvi voltar descendo a Ladeira da Barra, só pelo prazer da banguela. 10 Km cravados até em casa. Uma bicicleta toda azeitada é outra coisa. Se resolverem incorporar a bicicleta na vida de vocês, comprem uma bicicleta boa assim que puderem: é uma delícia. O tempo estava nublado. Um tipo raro de nublado que não fica super abafado. O vento estava gostoso e eu estava no horário para os meus compromissos.

Porra, que alegria.

Tenho, agora, em casa, 4 bicicletas. Uma toda avacalhada, a protagonista dos primeiros relatos, uma que me foi doada mas que não valia a pena consertar, a Caloi de minha esposa e essa nova, uma GT. Elas simplesmente não têm onde ficar. Quem chega na minha sala pode se atrapalhar achando que entrou em uma oficina. Preciso me livrar das que não andam e experimentaremos soluções de armazenamento em breve. Falarei sobre isso depois de tentar.

Hoje, não pedalo mais.

Segunda-feira, 16 de abril: 17,6 Km. Total:202,5

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2 respostas para 16 de abril – 200 quilômetros!

  1. evelling disse:

    Eu tinha de comentar, estou viciada nos seus textos. Não só pelo olhar realista do uso de bike, mas por um humor tão sutil que me encanta. Parabéns!
    Outra. Fala com Lucas (Ultimo Baile) ele, com certeza, vai te dar boas dicas de onde desaguar essas duas rodas a mais.

    Continue a escrever, que de cá continuamos a ler.

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