13 de Abril – um mês de tração animal!

Querido diário,

Decidi não consertar o câmbio da bicicleta. Estou conseguindo usar as 4 marchas mais pesadas, e deixando de subir alguns trechos de ladeiras que não dá pra fazer com essas marchas. Surgiu uma oportunidade de comprar uma nova e é o que eu vou fazer. Provavelmente vender essa problemática, para alguém que ainda esteja incerto sobre o uso da bicicleta como meio de transporte – avisando dos esparros contidos no produto. Com um baixo investimento ela é uma escola de como lidar com diversos problemas mecânicos, de segurança e manutenção. Praticamente um curso de iniciação sobre duas rodas.

Saí de manhã um pouco depois do que planejei para ir ao Comércio. 12,5 Km. Como a última vez que enchi o pneu da frente foi na mão, a pressão não foi tão grande e em Ondina (fui pela orla para descer a Contorno no Forte de São Pedro) percebi o pneu dianteiro um pouco flácido. Parei no Posto do Cristo, próximo ao (ex-?) Clube Espanhol. Lá, a bomba de ar é analógica. Pedi instruções ao frentista, que não teve muita didática. Mas a culpa foi mesmo minha. Acostumado com as bombas de ar digitais, enchi o pneu demais e estourei a câmara. “PÔ”. Lá se vai a pontualidade para a reunião no Comércio. Cheguei a ligar para um táxi, para que enviasse uma doblô ou algo assim para o reboque, mas decidi empurrar – e algumas vezes carregar quando a calçada ficava muito ruim – até atrás do Shopping Barra e achar um mecânico que trocou a câmara e condenou o pneu dianteiro: “esse arame aqui já era, se encher demais capaz de estourar”. Mas ele não tinha outro para me vender na hora.

Sobre encher demais: nunca consegui uma resposta objetiva para a pergunta que fiz muitas vezes: “quanto devo colocar de pressão nos meus pneus?”. A internet, os mecânicos, os amigos… Ninguém me deu uma resposta direta. Havia sempre uma margem bastante duvidosa de erro. A minha câmara dianteira – velha, é importante que se diga – estourou com 46 libras. Enchi demais porque demorei de entender como a bomba funcionava. Eu queria ter parado em 40. Já ouvi que poderia encher no máximo 35. Que poderia ir até 50. Que não deveria passar de 40. Passei a encher 40, habitualmente sem problemas, aparentemente. É claro que varia de caso a caso, mas como eu eu sei? Talvez esteja escrito na câmara. Não olhei. Ainda não sei.

Terminei o caminho sem mais surpresas com o total de uma hora de atraso. Estava com uma mochila um pouco pesada e a Ladeira da Barra foi mais difícil que o normal. Sem as marchas leves, tive que desmontar.

Ao chegar suado e atrasado, o roteiro habitual para reuniões: comprei um suco para refrescar, fui ao banheiro do lugar, tirei a camisa molhada (a bermuda é dessas que não encharcam e secam em 2 minutos, esqueci o nome do tecido sintético), tirei a cueca molhada (pois é), coloquei numa sacola plástica, depois dentro da mochila, e vesti camisa e cueca novas. Renovei o desodorante e em 2 minutos, eu estava totalmente apresentável. Nem sempre é preciso tanto. Mas eu sabia que, com essa distância, esse sol e ladeira logo antes de chegar no prédio, o processo seria preciso. A camisa da pedalada é sempre muito velha, pra sujar. Dessas que depois viram pano de chão. A mochila é estrategicamente deixada no canto da sala, porque, embora supostamente impermeável, essa minha mochila acumula um pouco de suor e precisa lavar ou pelo menos ficar no sol, quando chega em casa.

Com o fim da reunião, era hora de encarar a Contorno. Subindo. Experimentei as marchas leves e a corrente saiu, como na terça-feira. Insisti. Saiu. Desisti. Pedalei a muito custo na pesada até o MAM e desmontei e subi a Ladeira dos Aflitos que é um desaforo, mesmo à pé. Antes do almoço, empurrando bicicleta e de mochila nas costas, foi triste. Ir para o Comércio não… Não foi legal. Não ornou. Com uma bicicleta em perfeito estado, talvez eu tente de novo.

4,8 Km até a casa de meus pais para pegar presentes que meu irmão trouxe da viagem. Acabei almoçando lá. 8,1 Km até em casa. Sobre o trânsito, só o de sempre, nada notável – coisas como vir chegando para ultrapassar o carro no trânsito lento e ele se coloca mais à direita sem motivo aparente e eu fico sem espaço pra passar. Invisível? Eu?

Tinha que sair pouco tempo depois de chegar em casa, mas cansei. Fui de táxi.

Sexta-feira, 13 de Abril, 25,6 Km. Total: 179,5 Km.

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