12 de Abril

Querido diário,

Hoje não teve pedal pra mim. Foi o primeiro dia de gravação do Mê de Música, o programa de webTV que sou o apresentador. Tem deslocamento de equipe, de equipamento e está no começo, ainda, não tem como fazer de bicicleta (por enquanto).

O programa irá ao ar a partir de Maio, mas a equipe do programa já tem feito cobertura promocional para ações da Conexão VIVO. Para ver, clica aqui.

Breno me pediu, no Facebook pra falar sobre o estacionamento da bicicleta. Só posso falar do que já me aconteceu, sem grandes expertises, mas lá vai:

Eu tenho poucos destinos, ainda, eu vou normalmente para os mesmos lugares. Como é o nome de tranca de bicicleta? A minha é um cabo de aço revestido, não é uma corrente. Vou chamar de tranca. Quando comprei, pedi orientação ao vendedor. Ele disse que era uma boa passar pelo quadro e por “dentro” do banco, para não roubarem o banco. Até então nunca tinha me passado pela cabeça a ideia de alguém roubar o banco de minha bicicleta. Acho que eu sou inocente. Sigo sempre essa dica, de qualquer forma.

No Bompreço do Rio Vermelho amarro no corrimão da entrada frontal. Sem problemas. No Shopping Barra tem bicicletário no estacionamento que fica voltado para o Cristo da Barra, próximo à entrada pela Insinuante. No restaurante Ancoratto eu amarro na grade exterior do restaurante. Em São Lázaro, sempre na mesma barra de ferro do estacionamento. Na Faculdade de Educação é muito difícil! Quando fui pra lá, tinha uma bicicleta amarrada no mastro da bandeira da Bahia. Me amarrei na bandeira do Brasil. No Rei do Baba, num poste ao lado do campo. O restaurante Manjericão permitiu que eu subisse as escadas e colocasse atrás do caixa, ficou sem amarrar. Na Biblioteca Central dos Barris amarrei na grade exterior. Quase sempre tem onde amarrar, em tudo quanto é lugar. Na Av. Sete grande parte das lojas me deixou entrar com a bicicleta e deixar encostada em algum lugar. Outras não deixaram e eu pedia uma indicação de onde amarrar e sempre tinha uma grade.

Então a regra tem sido não ter problemas com isso. Mas eles podem acontecer. Aconteceu no restaurante Aogobom, quando fui abordado por um segurança que pediu para eu colocar a bicicleta em outro lugar, “por causa dos clientes”. Mas eu sou um cliente, argumentei. Reclamei, a dona me disse, “é por causa dos clientes, né?”. Deixei de comer lá. Até que fui conversar com um outro segurança de lá e ele me garantiu que vai me deixar amarrar a bicicleta em frente ao restaurante, onde eu possa vê-la enquanto almoço. Mas rolou um impedimento meio sem sentido. No prédio de um amigo, no Rio Vermelho, um porteiro fez todo um drama. O detalhe é que esse amigo é ciclista! Tem uma Dahon! Não me deixou entrar na garagem. Com alguma conversa amarrei na grade frontal do prédio pelo lado de dentro, mas deu trabalho.

Minha esposa teve um problema mais sério. Não tenho todos os detalhes. Ela amarrou em um cavalete de metal na rua, o cavalete era de uma vidraçaria. Quando voltou, a bicicleta tinha sumido. Estava dentro da vidraçaria. O cara cortou a corrente com uma serra. Disse que precisou do cavalete, que ela não poderia ter amarrado no cavalete dele. Nunca fiz isso, nunca passei por isso, mas tá aí: acontece.

Todo mundo com quem falei acha que uma tranca de chave é mais interessante que uma de combinação. Quando estava na fase beta da bicicletagem, com uma bicicleta emprestada achei a tranca de combinação metade aberta. Alguém tentou. Não é tão difícil conseguir. Acho mesmo que chave é mais seguro.

Comprei uma bicicleta velha e feia e sempre considerei sua feiura uma grande vantagem. Ela não é objeto de muito desejo e isso sempre me deixou mais tranquilo. Planejo comprar uma Caloi em pouco tempo. Veremos se meu sentido-aranha muda em relação a isso.

Tem esse vídeo aí, mostrando como é fácil roubar uma bicicleta em Nova Iorque, mas também mostrando como é fácil roubar qualquer coisa. Andar de bicicleta te coloca em contato mais direto com as pessoas e demanda ativamente, da sua parte e dos outros que estão na rua, um pouquinho mais de cidadania. O jeito é não dar mole, mas ainda assim, ter um pouco de fé, eu acho.

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