6 a 10 de Abril – De volta

Querido diário,

Passei a semana santa numa santa inércia. Segunda-feira coloquei a bicicleta pra consertar.   Resgatei-a hoje.

Mas antes. Um acaso da bicicleta. A caminho para o resgate num dos postos Shell do Rio Vermelho, dois rapazes de bicicleta ficaram rodeando o posto de gasolina e padam, um grito, roubaram o colar de ouro de uma menina e saíram pedalando. Um rapaz que estava com ela correu pra dar um murro em um dos ciclistas do mal, mas acho que ele não é muito da violência. Armou o soco. Estava na distância do soco, mas… Você sabe… As vezes não sai. Alguém no trânsito buzinou. Outras pessoas correram atrás das bicicletas. De repente apareceu polícia e já estava muito longe. Voltei a seguir o meu caminho e a menina assaltada já tinha passado do estado de “caralho, alguém me roubou” para o estágio “capotem, capotem, capotem, perda total, perda total, perda total”. Muita raiva. E correu em direção à polícia tomada de súbita coragem.

Ok. Peguei a bicicleta e o mistério da explosão “PÔ”, sem reverb, foi: a bicicleta é velha, usada, mal cuidada, e é um mal negócio. Uma dor de cabeça. Vou, definitivamente, comprar outra. Foi assim: pneus de bicicleta – os tradicionais – têm arames internos. O pneu é velho.  O arame partiu. Uma ponta para fora, uma ponta para dentro arranhando a câmara e… “PÔ”. Comprei outro pneu. Outra câmara.

Fui jogar bola à noite. 3,1 Km. Noite. Trânsito médio. Depois de esperar um pouco para sair da Juracy Magalhães para a Antônio Carlos Magalhães (quantas famílias há em Salvador?) e há uma curva para direita próximo a um ponto de ônibus. É preciso estar atento. Nas curvas para a direita é onde há mais chance de carros e ônibus não te perceberem. O trânsito estava fácil, meu capacete reflete luz, a bicicleta está sinalizada, mas eu olhei para trás, porque é importante olhar para trás e perceber o que vem de lá. Nada. O que estava à minha frente, no entanto, era uma quantidade não esperada de areia, um terreno irregular, uma trepidação, uma derrapadinha com a roda da frente e eu fui parar numa das muitas pequenas valas que se formam entre o asfalto e a calçada, perfeitas para derrubar cicilistas. A roda da frente caiu ali, trepidou, travou, fui arremessado em vôo livre para a calçada.

Eu mencionei antes que uma das minhas grandes habilidades é cair?

Arranhões bestas e um cotovelo com uma escoriação notável. Do tipo que torna o banho mais agradável. Mais gostoso. A água escorre do seu ombro pelo seu braço e vai chegando a àrea afetado e você faz aquele sozinho de água caindo na frigideira quente, aquele “psssshsshshshsss…”. Uma delícia.

Botei a bicicleta nas costas, atravessei a passarela, joguei bola, fiz um gol só (eu sou zagueiro). A sequela que a bicicleta teve, que eu vi na hora, foi que a roda – a da frente, agora – com a queda, desencaixou do aro. Ao fim do jogo, por sorte, um dos comparsas da pelota tinha uma bomba. Esvaziei o pneu, encaixei no aro, enchi de novo, testei. Provavelmente alguma parte do câmbio saiu do lugar, algumas marchas fizeram com que a corrente ficasse instável. Na mais pesada de todas, no entanto, a bicicleta ficou como estava. Uma porcaria, mas funcionando. 4,7 Km no caminho mais longo. Amanhã deve visitar novamente o estaleiro para ver se ajeita esse câmbio.

Vou definitivamente comprar uma nova na primeira oportunidade.

Terça-feira, 10 de abril, 7,8 Km. Total: 135,6 Km.

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