13 de Março – o começo

Começa hoje o TRAÇÃO ANIMAL.

Meu diário de trajetos com a bicicleta.

Sem mais delongas, vamos ao dia de ontem.

Querido diário,

Hoje saí às 10h30 para aula às 11h. 4,3 Km. Sol. Ladeira no final. Empurrei a bicicleta. Haviam carros parados dos dois lados e a calçada era curta e irregular. Subi a ladeira pela rua. Uma carreta queria descer, dois carros queriam subir. Sem usar palavras, tentavam se entender. O diálogo foi lento. Trânsito travado no topo da ladeira. Atrás da carreta, uma conhecida, parada no carro, esperando o diálogo chegar a uma solução.

– Ô da bike!
– Renata! – fiz cumprimentos de beijinhos à distância, estava bastante suado.
– Você está andando muito mais rápido do que eu!
– Bem observado! – Eu estava subindo a ladeira a pé. Talvez a 1 km/h.
– A culpa é do cursinho, aí fica um monte de carro parado na rua.
– A culpa é de todos esses carros! – em tom de brincadeira.
– Nhé! Beijo!
– Beijo.

Voltei pra casa. 11h40 (não teve aula). 4,3 Km. Sol.

Meu veículo ainda não está integralmente de acordo com a lei. Falta-lhe uma buzina, um retrovisor e sinalização nas rodas. Fui à loja. 550 m. Pôr do sol. Fui apressado e, ao tentar ultrapassar um ônibus que estava parado no congestionamento, mesmo sem muito espaço. Ele começou a andar. Pra cima de mim. Tive que pular para a calçada em manobra arriscada. Bati o dedão no chão. Soltou a minha corrente. Acho que ele não me viu. Eu não deveria ter ido. Fui um pouco imprudente. Foi a primeira vez que eu tomei uma fechada no trânsito. Foi chato, mas eu não estava na postura correta, não me senti no direito de reclamar. Consertei a corrente, cheguei à loja, sinalizei a bike. Voltei pra casa. 400 m.

Saí às 20h para o local do baba. 3,1 Km. Caminho todo plano. Noite. Há um momento nesse caminho que tenho que atravessar a pista, uma avenida de alta velocidade. Espero o sinal fechar e com os carros parados, atravesso. Já tinha cometido uma leve imprudência hoje. Nesse ponto específico de travessia, na beirinha da Av. ACM, a iluminação pública praticamente inexiste. Quando os carros pararam atravessei a pista e subi na calçda, para atravessar pro lado direito do outro lado e seguir. Ao subir na calçada, quase meto a roda em cima de um cachorro atropelado que foi arrastado (!!! quem fez isso?) para a calçada. Calçada realmente é o lugar onde tudo pode. Rolou um pequeno enjôo. Sério. Voltei tranquilo. Cidade deserta. 23h. 4,7 Km (a volta é mais longa).

Terça-feira, 13 de março. 17,4 Km.

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